Botequim 2.0
Digressões inúteis sobre...


terça-feira, novembro 11, 2003  

As invasões bárbaras
Se estiver indeciso sobre que filme assistir por esses dias, corra para ver "As invasões bárbaras". O filme aborda as perguntas mais fundamentais (o que é a vida, como, por que e para que viver), é canadense, falado em francês e, apesar de tudo isso, pasmem, não é chato. Amor, família, amizade, sentido da vida, medo da morte, política, falência da sociedade contemporânea, crise de valores morais, está tudo lá, tratado com extrema delicadeza e delicioso sarcasmo. Simplesmente imperdível.

posted by Maloca | 6:31 PM

 

Matrix Revolutions
Não sou fanático pela trilogia dos irmãos Wachowski, não baixei screensavers com chuva de letrinhas em verde fosforecente, nem comprei óculos escuros do Neo Mercado Livre. Assisti aos filmes como simples mortal e como tal peço desculpas por minha ignorância aos que enxergavam a luz nas metáforas profético-filosóficas enquanto eu disfarçava e fazia cara de paisagem. Se você não assistiu ao terceiro filme e pretende fazê-lo, pare de ler esse texto aqui.
"Matrix" é um ótimo filme. E digo isso mesmo tendo assistido ao primeiro da série na TV, dublado, e muito depois de ter me habituado aos efeitos em séries como "Birds of Pray", que copiou o figurino e efeitos visuais do filme. A história é original e há equilíbrio entre divagações e ação, o que confere ritmo ao filme. Diverte, rende um papo legal em mesa de bar, dá um coceirinha no neurônio. Vale o ingresso.
"Matrix Reloaded" já desanda um pouco. Prevalescem os efeitos visuais sobre a história e as idéias novas ficam concentradas num insuportável e interminável monólogo do "arquiteto". Saí do cinema com a impressão de que havia sido enganado. Mas tudo bem, seqüência é isso aí, não dá para cobrar muito.
Tendo visto os dois primeiros, minha curiosidade não resistiria a conferir o terceiro filme. Como esperava, carregaram as tintas nos efeitos, criaram batalhas apoteóticas, mas tão apoteóticas que chegam a cansar. Ousaria dizer que mesmo como filme de ação, é meio chato. Mas a decepção maior ficou por conta da falta de clareza da história. Um não-iluminado como eu esperaria que suas dúvidas fossem esclarecidas, pelo menos em parte, como na conversa entre Neo e Morpheus no primeiro filme. Não sei se por opção conceitual, estratégia de marketing ou simplesmente por não ter o que dizer, os irmãos Wachowski deixaram muita coisa em aberto. Talvez a intenção tenha sido essa mesmo, levar os fãs mais ardorosos a intensas disputas para ver quem entendeu, encher grupos de discussão, vender livros, enfim, manter o frenesi. Saí do cinema com a mesma impressão que tive ao terminar o calhamaço "A coisa", de Stephen King. O desfecho não corresponde à expectativa.
Certemente há milhares de posts em blogs e grupos de discussão sobre o destino de Neo, a conversa entre Oráculo e o Arquiteto, as inscrições em latim na estação de trem e na cozinha de Oráculo, nuances de diálogos e quetais. Eu passo. Dou-me por satisfeito com o primeiro filme e com os olhos azuis de Carrie-Anne Moss.
Em tempo. Consta no IMDB que ela participa do "Amnésia" como Natalie. Se não me engano, é a namorada do traficante de quem o protagonista rouba o carro.

posted by Maloca | 6:30 PM

Garrafas vazias
O dono da birosca
Fermentados&Destilados